Todas as emoções humanas têm alguma função, mesmo aquelas que nos são desagradáveis. A ansiedade é um bom exemplo. Essa emoção é fundamental para nossa existência. Sem um pouco de ansiedade, não nos preparamos para enfrentar os desafios, não nos cuidamos ante aos perigos e não trabalhamos previamente para evitar possíveis males no futuro.
Contudo, ansiedade em excesso pode ser muito problemática. A diferença entre o veneno e o remédio é a dose, como diria a sabedoria popular.
Quando a ansiedade está relacionada com comportamentos de evitação – ou seja, quando passamos a deixar de enfrentar os problemas – aí possivelmente estamos diante de um quadro de transtorno de ansiedade.
Existem diferentes tipos de transtorno mas, de maneira geral, a ansiedade patológica envolve prejuízo significativo no desempenho das atividades diárias, sintomas físicos (tremores, sudorese, taquicardia, etc) e pensamentos disfuncionais. Esses pensamentos retroalimentam a emoção e costumam ser avaliações catastróficas e enviesadas sobre eventos no futuro.
A psicoterapia é a intervenção mais eficaz para o enfrentamento e superação de tais dificuldades, de forma a devolver à ansiedade seu papel no funcionamento saudável.
Psicólogo Luiz Gustavo Tessaro
